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Visita virtual para imobiliário: o que funciona e o que é só gimmick

Uma visita virtual bem feita aumenta muito a conversão de um imóvel; uma mal feita não ajuda nada. O que aprendemos em anos de tours para imobiliário: o 3D é quase sempre um gimmick, a fotografia 360° é o que se vê, e o tour sozinho não vende a casa.

Fazemos visitas virtuais para imobiliário há anos, e a nossa própria plataforma, a VRBox, nasceu desse trabalho. Algumas coisas em que acreditávamos no início revelaram-se erradas. Outras só se percebem depois de ver muitos imóveis a passar pelo mesmo processo. Ficam aqui cinco, sem rodeios.

1. O modelo 3D é quase sempre um gimmick

No início achávamos que o modelo 3D do Matterport, a casa inteira vista de fora como uma maquete, ia ser o que as pessoas mais iam adorar. Não é. É um gimmick: impressiona nos primeiros segundos e depois ninguém volta a ele. Quem compra uma casa quer ver as divisões, a luz, os acabamentos, a vista da janela.

O 3D tem um uso real: medir. Para quem precisa de saber se o sofá cabe na sala, ou para um arquiteto que vai fazer obras, é útil. Para os outros é um extra que se esquece. Continuamos a usar o Matterport quando a medição importa, e explicamos porquê em porque ainda captamos com Matterport.

2. A fotografia 360° tem muito mais detalhe

Uma visita feita com fotografia 360° profissional, com uma câmara a sério e várias exposições por ponto, tem muito mais detalhe do que um scan: madeira que parece madeira, vista que não queima, uma cozinha escura que não fica cinzenta. A captação é bem mais trabalhosa, e fazê-la como deve ser dá trabalho a sério, mas o resultado final é um tour de outra qualidade. É a diferença entre ver o imóvel e ver um registo do imóvel.

3. A realidade virtual passou de gimmick a norma no segmento de luxo

A VR no imobiliário começou como gimmick de feira. Hoje, para os promotores de imobiliário de luxo, é quase norma: é uma ótima forma de alguém se sentir em casa antes de a casa existir, ou antes de viajar para a ver. Em empreendimentos em planta, e para compradores estrangeiros, faz uma diferença que um ecrã não faz.

4. O tour não vende a casa sozinho

Já nos aconteceu uma vez: uma casa vendida só pela visita virtual, sem o comprador lá ter ido antes. Foi uma vez. Não é a regra. O tour é uma ferramenta, e como qualquer ferramenta de marketing tem de ser promovido, partilhado e posto a trabalhar:

  • no anúncio do imóvel e no site da agência ou do promotor, integrado numa página a sério e não escondido num link;
  • enviado pela equipa comercial a cada pedido qualificado, antes da visita presencial;
  • com botões dentro do tour, como «marcar visita» ou «pedir planta», e com dados de quais as divisões mais vistas, que é o que a VRBox faz.

Sobre pôr o tour a trabalhar no site sem estragar a velocidade nem a pesquisa, escrevemos um guia à parte.

5. Um tour bem feito converte muito mais. Um mal feito, não

A taxa de conversão sobe muito com uma visita virtual bem feita. Não com um Matterport mal cortado, mal iluminado e sem cuidado nenhum, que muitas vezes faz o imóvel parecer pior do que é. «Bem feito» quer dizer coisas concretas:

  • luz: exposições múltiplas, janelas que se leem, sem zonas queimadas nem cantos pretos;
  • percurso: pontos de captação escolhidos para contar a casa pela ordem certa, da entrada à melhor vista;
  • acabamento: sem tripé à vista, sem pessoas nos espelhos, ligações entre divisões limpas;
  • marca: o tour com a cara da agência ou do empreendimento, e não com a de quem o alojou;
  • velocidade: abre depressa num telemóvel, que é onde a maioria o vai ver.

O que isto significa na prática

Para a maioria dos imóveis, uma boa visita em fotografia 360° chega e rende mais do que um scan 3D. Para quem precisa de medidas, junta-se o 3D. Para empreendimentos de luxo e compradores à distância, vale a pena pensar em VR. E em todos os casos o tour tem de ser tratado como parte do marketing, não como um anexo. Quanto custa cada opção está no nosso guia de preços, e outros projetos nossos em Portugal neste artigo. Se tem imóveis ou um empreendimento para mostrar, fale connosco.

Perguntas frequentes

Vale a pena fazer um tour 3D Matterport para vender uma casa?

Só se as medidas importarem. O modelo 3D impressiona, mas quem compra quer ver detalhe e luz, e aí uma visita em fotografia 360° profissional é melhor. Muitas vezes o ideal é 360° para o anúncio e 3D apenas quando alguém precisa de medir.

Uma visita virtual vende uma casa sozinha?

Raramente. Aconteceu-nos uma vez, mas o normal é o tour aumentar os pedidos qualificados e encurtar o caminho até à visita presencial. Tem de estar no anúncio, no site e nas mensagens da equipa comercial.

A realidade virtual faz sentido no imobiliário?

No segmento de luxo, sim, sobretudo em empreendimentos em planta e com compradores estrangeiros: é a forma mais próxima de alguém se sentir em casa antes de lá estar. Para um apartamento comum, uma boa visita 360° chega.

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