Tours virtuais 360° em Portugal: sete projetos e para que serve cada um
Um tour virtual 360° serve para muito mais do que marketing: preservar património, preparar digressões, integrar colaboradores. Sete projetos nossos em Portugal, do Exército ao Convento do Beato, e o que cada um resolveu.
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- Tours virtuais
Captura 3D
Portugal
Património - Escrito por
- Pedro Thomaz
- Disciplina
- 3D / Realidade Virtual
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Em Portugal, quando se fala de tour virtual 360°, pensa-se quase sempre em imobiliário. É o uso mais visível, não o mais interessante. Nos últimos anos captámos museus, um teatro nacional, um castelo, uma exposição que já não existe, um stand automóvel e as instalações de uma empresa, e em quase nenhum destes casos o objetivo principal era vender.
Seguem-se sete projetos, o que cada um tinha de resolver e o que isso diz sobre escolher um tour virtual para o seu espaço. Para preços, há um guia à parte: quanto custa um tour virtual 360° em 2026.
Património: abrir o que não abre todos os dias
Exército Português: Academia Militar, Museu Militar e a sala do 25 de Abril
Três captações para o Exército: a Academia Militar, o Museu Militar de Lisboa e a sala onde começou o 25 de Abril, um local que não consta de mapas civis. Cada captação foi preparada no terreno com historiadores e comandantes de unidade, para que a versão digital se lesse como a instituição quer ser lembrada. Hoje o mesmo tour serve o recrutamento, entra nas salas de aula e deixa qualquer pessoa passar uma corda de veludo que, online, não existe. Ver o caso.
Castelo de Castro Marim: 14.000 m²
Para a Câmara Municipal de Castro Marim captámos o castelo medieval e o percurso patrimonial à volta: 14.000 metros quadrados entre muralhas, pátios e escavações. Usámos um scanner laser Leica BLK360, porque o equipamento Matterport habitual não aguenta essa escala ao sol e sobre pedra irregular. À data da entrega, em 2021, foi a maior captação alguma vez registada na plataforma Matterport. Serve o turismo, as escolas e a diáspora que raramente regressa. Ver o caso.
Convento do Beato, Lisboa
Um mosteiro do século XVI que hoje é espaço de eventos. Captado num único dia, em HDR, e publicado no site do próprio espaço desde 2022. É o primeiro link que a equipa comercial envia a qualquer pedido qualificado: os clientes chegam à visita presencial já a conhecer o espaço. Ver o caso.
Cultura: guardar o que vai acabar
Teatro Nacional D. Maria II
Uma captação 3D do edifício inteiro, da sala à teia, com passagens de drone sobre o Rossio. Tem dois usos: uma porta virtual para o público e um modelo mensurável para as companhias em digressão planearem a montagem sem virem a Lisboa. Com a renovação do edifício, está prevista uma segunda captação para a reabertura. Ver o caso.
SONAE × Roy Lichtenstein, Centro Colombo
Uma exposição num centro comercial tem data para acabar. Captámo-la ainda montada, sem público e com a luz de galeria, para que a visita continuasse depois de as obras regressarem a casa. Cada peça tem o seu próprio link, para a imprensa e os educadores apontarem diretamente para ela. Ver o caso.
Empresas: vender, integrar, treinar
Um stand Porsche
Um tour Matterport de um stand Porsche, integrado no site da concessão. Cada carro e cada ponto de vista tem o seu URL: a equipa comercial envia um link direto para um modelo, e o Google indexa-o como uma página. Ver o caso.
TPF: um tour que nunca foi publicado
Uma captação 3D das instalações da TPF, usada para integrar novos colaboradores, mostrar o espaço a parceiros sem deslocação e ensaiar a evacuação. É privado: sem URL público, sem indexação, com acesso atribuído caso a caso. Ver o caso.
O que isto significa para o seu espaço
Antes de escolher equipamento ou plataforma, vale a pena responder a três perguntas.
- Quem vai usar o tour? Público, clientes, alunos, equipas internas e técnicos pedem acabamentos diferentes.
- É para mostrar ou para medir? Um tour 360° chega para mostrar. Se alguém vai tirar medidas, como no D. Maria II, é preciso uma captação 3D com precisão de levantamento.
- Público ou privado? Um tour indexado ajuda na pesquisa; um tour de instalações, como o da TPF, tem de ficar fechado.
A diferença entre Matterport, Gaussian splatting e fotogrametria está explicada neste artigo, e os usos para lá do marketing neste. Os tours publicados acima correm na nossa plataforma, a VRBox.io. Se quer um tour para um espaço em Portugal, fale connosco.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre um tour virtual 360° e um tour 3D?
Um tour 360° é feito de fotografias panorâmicas ligadas entre si: mostra bem o espaço, mas não tem geometria. Um tour 3D, feito com Matterport ou com scanner laser, reconstrói o espaço e permite medir distâncias e ver planta e maquete. Para marketing, o 360° chega muitas vezes; para uso técnico, é preciso 3D.
Quanto tempo demora a captar um espaço?
Depende da área e da luz. O Convento do Beato foi captado num dia útil; os 14.000 m² de Castro Marim levaram vários dias. A pós-produção e a publicação somam-se a isso.
Um tour virtual ajuda no Google?
Pode ajudar, se cada ponto de vista tiver o seu URL e o tour estiver integrado numa página real do site, como no stand Porsche. Um tour fechado numa caixa preta dentro de um iframe conta pouco para a pesquisa.
Quanto custa um tour virtual 360°?
Entre cerca de 300 € e mais de 25.000 €, conforme o espaço, o método de captura e o acabamento. Está tudo no nosso guia de preços.
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