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Radar: todos os concursos públicos de Portugal numa página gratuita

Todos os concursos públicos de Portugal numa página gratuita: anúncios do BASE, do Diário da República e do TED, com pesquisa por setor e distrito, num mapa vivo. Fizemo-lo para deixarmos de perder os que nos servem. Agora é vosso.

Havia concursos públicos que nos serviam na perfeição. Museus que precisavam de exposições, câmaras que queriam um site novo, teatros que precisavam de registo da temporada. Nunca foi falta de trabalho. Era não darmos por ele a tempo.

Procurar à mão é um trabalho em si. São portais diferentes, cada um com o seu registo. Anúncios escritos em linguagem administrativa que raramente usa as palavras que nós usamos. E quando finalmente se encontra um, o prazo já vai a meio.

Por isso construímos um radar para nós. Lê as fontes oficiais de hora a hora, junta tudo num sítio só e dá a cada concurso uma pontuação pelo assunto, pelo código CPV, pelo valor e pelo prazo que sobra para escrever a proposta. Explica sempre a pontuação, linha a linha, para se poder discordar dela. Não decide nada por nós; só garante que não passa nada ao lado enquanto estamos a trabalhar. Contámos o primeiro dia dele, em que não encontrou nada.

Hoje abrimos a parte pública. Chama-se Radar e é gratuito.

O que é o Radar

Uma página com todos os anúncios que o nosso radar leu na última fotografia: 1.399 concursos publicados entre 3 e 29 de setembro, no Portal BASE, no Diário da República e no TED.

  • Pesquisar títulos e entidades, com as palavras que os anúncios usam de facto.
  • Filtrar por qualquer um dos 41 setores, ou pelo grupo digital e comunicação: informática, software, telecomunicações, equipamento, marketing, design, eventos e impressão.
  • Clicar num distrito no mapa para ler só os seus anúncios, ou ver os organismos nacionais à parte.
  • Ordenar por mais recentes, pelos que fecham primeiro ou por valor, e esconder os que já fecharam.
  • Abrir o anúncio oficial a partir de cada cartão, onde estão as peças e as regras.

Um mapa que mexe consigo

Portugal está desenhado em linhas de relevo. Cada linha é uma fatia do país, e os picos sobem com os concursos em vista: Lisboa e Porto são as montanhas. Escolha um setor ou escreva uma palavra e a paisagem redesenha-se, para ver de relance onde o país está a comprar aquilo que vende. Como funciona está na página do lab.

O que 1.399 concursos nos ensinaram

  • Os prazos são curtos. O anúncio mediano dá 15 dias entre a publicação e o fim do prazo; os de digital e comunicação, 12. Quase um terço fecha em 10 dias. Encontrar um com uma semana de atraso é perder metade do tempo.
  • Quatro em cada dez vêm de organismos nacionais: ministérios, agências, unidades de saúde, forças armadas. Olhar só para a câmara da sua terra não chega.
  • O ritmo é diário. Entre 120 e 170 anúncios num dia útil, meia dúzia ao fim de semana. Ver uma vez por semana é ler centenas de uma vez.
  • Um em cada cinco é digital ou comunicação: 260 anúncios, a maior parte informática, software e telecomunicações, com marketing, eventos e design logo atrás.
  • A maioria está aberta a quem cumpra os requisitos. 1.133 são concursos públicos, não convites.
  • Há três sítios para vigiar. O Diário da República trouxe 885 anúncios, o Portal BASE 280 e o TED 234. Falhar um deles é falhar parte do mercado.

Para quem é

Fizemo-lo a pensar em estúdios e agências como o nosso: equipas de digital, criativas e de tecnologia que servem para um projeto público e nunca o veem a tempo. Mas qualquer empresa que venda ao Estado, ou devesse vender, pode usá-lo da mesma forma, sobretudo as pequenas, que não têm ninguém a ler o Diário da República todas as manhãs.

Como tirar partido dele

  • Pesquise em português. Os anúncios estão escritos assim: «sítio na internet», «conteúdos», «vídeo», «plataforma», «evento».
  • Comece por um setor, ou pelo grupo digital e comunicação, e depois afine por distrito.
  • Ordene pelos que fecham primeiro para ver o que ainda precisa de resposta esta semana.
  • Leia sempre o anúncio oficial. O procedimento, as peças e os requisitos estão lá, e são eles que contam.

O que não é

O Radar deteta; nunca submete nada. Não concorre, não assina e não se regista em seu nome. O que vê é uma fotografia datada, não um feed ao vivo, e os prazos contam a partir do dia em que foi tirada, por isso confirme no anúncio oficial antes de se comprometer com o que quer que seja.

A página e o código são open source, com licença MIT, no GitHub, e os dados por trás são informação pública. O motor que lê as fontes de hora a hora e pontua os concursos continua a ser nosso.

Se tem perguntas sobre o Radar, ou ideias para o que ele devia fazer a seguir, fale connosco.

Perguntas frequentes

O Radar é gratuito?

Sim. Não há registo nem conta: abra a página e use.

De onde vêm os dados?

Das fontes oficiais onde se publicam os concursos públicos portugueses: o Portal BASE, o Diário da República e o TED, o jornal de concursos da União Europeia. É tudo informação pública.

Até que ponto está atualizado?

O Radar mostra uma fotografia, e a data dela está na página. Os prazos contam a partir dessa data. Para tudo o que é vinculativo, a referência é o anúncio oficial.

Posso usar o código?

Sim. A página é open source, com licença MIT, no GitHub, incluindo o mapa em linhas de relevo.

O Radar submete propostas?

Não. Só ajuda a encontrar concursos. Tudo o resto, do registo nas plataformas à submissão da proposta, é feito por si, nos portais oficiais.

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