Regras de drones na UE para filmagens aéreas comerciais em 2026: a checklist EASA pela qual voamos
"Conseguem uma imagem de drone do edifício?" Quase sempre sim — mas a pergunta que decide o orçamento não é a câmara, é em que categoria regulatória o voo se enquadra. Na UE, os drones funcionam segundo o enquadramento da EASA, e errar isso é como um dia de filmagem fica em terra.
Voamos licenciados para trabalho arquitetónico e automóvel. Eis a versão prática das regras em 2026 — o que realmente rege uma filmagem aérea comercial, sem o juridiquês.
As três categorias — só duas importam para filmagens
- Open (aberta). Baixo risco, sem autorização prévia. A maioria das imagens de marketing e arquitetura cabe aqui — voar longe de multidões, abaixo dos 120 m, dentro do alcance visual. Subdividida em A1/A2/A3 conforme a proximidade das pessoas.
- Specific (específica). Risco mais alto — sobre pessoas, em espaço aéreo controlado, fora do alcance visual, à noite nalguns casos. Exige uma autorização operacional da autoridade nacional (em Portugal, a ANAC) através de uma avaliação de risco (SORA ou um cenário padronizado).
- Certified (certificada). Drones de passageiros e de carga pesada. Irrelevante para trabalho de câmara.
Papelada que tem de existir antes de levantar voo
- Registo de operador. A empresa/operador regista-se na autoridade nacional e obtém um número de operador, afixado na aeronave. Registe-se onde o negócio está sediado — é válido em toda a UE.
- Competência do piloto remoto. Teste online A1/A3 no mínimo; o A2 acrescenta um certificado. Voos da categoria específica exigem mais.
- Seguro de responsabilidade civil a terceiros. Obrigatório para operações comerciais. Obtenha o certificado antes da data, não no próprio dia.
- Verificação do espaço aéreo. Geo-zonas, proximidade de aeroportos, restrições temporárias. As apps e o mapa nacional são a fonte da verdade, não a memória do piloto.
O que isto significa para a sua filmagem
- Uma imagem arquitetónica em categoria Open numa zona vazia: reservável em cima da hora, com sobrecarga mínima.
- Centro da cidade, sobre pessoas, ou perto de um aeroporto: isso é categoria Specific — prazo para autorização, custo mais alto, por vezes um não rotundo na data que queria. Avise-nos cedo.
- "Só um clipezinho de drone" sobre um evento de lançamento cheio de gente é o pedido mais comum que, na verdade, é ilegal na categoria Open. Replaneamos, não improvisamos.
Porque não cortamos caminho aqui
Uma filmagem em terra, uma coima ou um incidente sem seguro custam mais do que fazer bem. A mesma disciplina aparece em como tratamos as carroçarias reflexivas dos carros e a captura de património — a preparação aborrecida é o que faz o dia de filmagem parecer sem esforço. O aéreo não é diferente; a licença e a verificação do espaço aéreo são a preparação.
A versão curta
Em 2026, o trabalho comercial com drones na UE rege-se pelas categorias da EASA. A maioria das imagens de marketing é categoria Open e fácil. Voos sobre pessoas, no centro urbano e em espaço aéreo controlado são categoria Specific e exigem autorização, prazo e orçamento. Número de operador, competência do piloto e seguro são inegociáveis em todos os voos.
A planear uma filmagem que possa precisar de um ângulo aéreo? Diga-nos o local e a data — dizemos-lhe a categoria antes de reservar o que quer que seja.