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SONAE × Lichtenstein · Tour no Colombo

Uma captação 3D da exposição Roy Lichtenstein da SONAE no Colombo — feita para que um momento de pop-art, num espaço público, não terminasse quando as paredes desmontaram.

SONAE × Lichtenstein · Tour no Colombo
— BRIEF

Trazer Roy Lichtenstein para um centro comercial é o tipo de gesto cultural que, por desenho, tem prazo de validade. As obras chegam, a sala constrói-se à volta delas, o público atravessa — depois a instalação acaba, as gravuras voltam para casa, a sala volta a ser retalho.

O briefing, no essencial: preservar a visita. Não o catálogo, não as fotos de imprensa — a travessia em si.

— APPROACH

Captado com a exposição ainda montada.

Captação Matterport Pro de todo o footprint da exposição — cada parede, cada plinto, cada edge de Ben-Day-dot como estava na semana de abertura. A sessão correu com a iluminação de galeria ligada e a sala sem público, para que os Lichtensteins se lessem como o curador queria que se lessem.

Percorrível, não visualizável.

O resultado não é um visualizador 360° nem um slideshow. É um espaço navegável — quem visita escolhe o seu próprio percurso, demora-se onde quer, aproxima-se de uma gravura, recua para ver a sala inteira. Mais próximo de uma visita a museu do que de um scroll por catálogo.

Ligável até à obra.

Cada peça tem o seu URL. A imprensa escreve sobre uma gravura em particular? Liga directamente para ela. Educadores constroem um percurso pela exposição? Partilham o trajecto. A exposição passa a ser um artefacto citável, indexável na web aberta.

— RESULT

A exposição fechou conforme o calendário. O tour não. Continua a ser aberto por quem não chegou a tempo da exposição, integrado em artigos sobre a mostra, e percorrido de ponta a ponta por qualquer pessoa suficientemente curiosa para passar dez minutos dentro de um momento de pop-art que, tecnicamente, já não existe.

— NEXT STEPS

Let's build
something
improbable.

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