Toda a gente está no Mundial. Quase ninguém está no estádio.
O maior torneio de sempre — 48 seleções, 16 cidades, três países — e algumas centenas de milhares de lugares contra alguns milhares de milhões de adeptos. A distância entre ver e estar lá é toda a oportunidade.
Este verão, o Mundial é o maior de sempre: 48 seleções, 16 cidades anfitriãs, três países, um mês de futebol visto por aquilo que será provavelmente metade do planeta. E eis a aritmética silenciosa por baixo de tudo — quase nenhuma dessas pessoas está no estádio. Algumas centenas de milhares de lugares numa dada noite, contra alguns milhares de milhões de adeptos. O evento é único e físico. O público está em todo o lado menos lá.
A televisão passou setenta anos a tentar fechar essa distância, e foi tão longe quanto consegue. Dá-nos o jogo achatado num retângulo: os golos, os replays, o relato. O que nunca conseguiu entregar é presença — a sensação de estar num sítio, do lugar a envolver-nos.
É nessa parte que trabalhamos
A captação espacial e em 360° permite que um lugar exista em dois estados ao mesmo tempo: fisicamente ali, e percorrível a partir de qualquer lado com um ecrã. Não um vídeo de um espaço — o espaço em si, navegável, nosso para percorrer ao nosso ritmo. O corredor, a bancada, a cidade à volta do recinto.
Não dizemos isto da bancada. É disto que vivemos. O VRBox é o nosso sistema para gerir e personalizar tours Matterport® e 360° — dar-lhes marca, embebê-los, instrumentá-los. Construímos tours imersivos para um showroom da Porsche, para o retalho da SONAE, para o recrutamento do Exército Português. O mesmo motor que nos leva por um showroom leva-nos por uma bancada, pelo corredor de um estádio, por uma cidade anfitriã onde nunca poremos os pés.
Porque é que um evento global prova o argumento
Um evento global é o argumento mais forte que as experiências espaciais alguma vez recebem. Os patrocinadores não querem impressões, querem presença. As cidades anfitriãs não querem ser vistas, querem ser visitadas. E os adeptos não querem ver de fora — querem estar lá. Quando o mundo inteiro está apontado a dezasseis lugares ao mesmo tempo, o valor de poder estar dentro desses lugares, a partir de qualquer sítio, deixa de ser truque e passa a ser óbvio.
Não substitui a coisa real. O rugido quando a bola entra, oitenta mil pessoas de pé — nada disso se entrega num ecrã. Mas para os milhares de milhões que nunca terão um bilhete na mão, a escolha nunca foi tour ou estádio. É tour ou nada.
Um jogo acontece num só lugar. A experiência dele não tem de acontecer.
O evento mais visto do planeta é também o sinal mais claro de para onde caminha a experiência: o lugar a tornar-se algo que se pode enviar, e não apenas algo aonde se vai. Há uma década que construímos nessa direção. Este verão só torna o argumento mais alto do que alguma vez conseguiríamos.